A Lógica do Turismo de Massa

O Papel dos Intermediários e as novas Tecnologias

Pasteurizar, enlatar, tirar pedidos. Facilitar a operação através da simplificação dos roteiros e centralização de fornecedores.

Em outras palavras, montar um pacote que possa ser vendido aos milhares, e que para operacionalizar somente se precise falar com uma linha aérea, um hotel e um operador local. Mais fácil e com menores chances de erro.

Agora imaginem a dificuldade do "Turismo Trajeto". Um roteiro de 10 dias, passando por 7 cidades e com diversos passeios incluídos, já que no "Turismo Trajeto" o que vale é o quanto você vê e experimenta. É preciso acertar horários, check-ins e check-outs, diversos hotéis etc. Dá muito mais trabalho, requer muito mais conhecimento e não necessariamente é mais lucrativo.

Parece lógica a opção pelo turismo de massa pasteurizado, não? Pense de novo. Quanto mais o turismo de massa se aproxima de um pedido de prateleira, mais os intermediários serão ameaçados pelas novas tecnologias. Para uma simples reserva de hotel e de vôo, a internet já é bem mais ágil do que uma agência.

Sobreviverão as empresas que despertarem para a necessidade de agregar valor através de conhecimento, prestando consultoria nas suas vendas. Os simples tiradores de pedido estão fadados à extinção.

Em "Turismo Trajeto", até pela grande diversidade de temas, as tecnologias não substituem o especialista. E aí reside uma oportunidade de sobrevivência e crescimento para os bons e cultos profissionais de turismo.